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Resíduos de embalagens industriais: o que fazer com bombonas, tambores e big bags?

Resíduos de embalagens industriais: o que fazer com bombonas, tambores e big bags?

Embalagens industriais, como bombonas, tambores, galões, baldes e big bags, fazem parte da rotina de indústrias, centros logísticos, distribuidores e empresas de diferentes segmentos.

Nas operações, esses recipientes são usados para armazenar e transportar matérias-primas, insumos e produtos acabados em setores químicos, alimentícios, metalúrgicos, agrícolas, automotivos e em muitas outras atividades produtivas.

Depois do uso, porém, essas embalagens exigem atenção especial, já que nem todas podem seguir a mesma rota de destinação.

Uma bombona que acondicionou um produto não perigoso, por exemplo, pode exigir cuidados diferentes de outra utilizada para armazenar solventes. O mesmo vale para tambores, IBCs, big bags e outros recipientes.

Na prática, a destinação depende do material de fabricação, do produto que estava armazenado, da presença de resíduos, das condições do recipiente e da possibilidade ou não de retorno ao fornecedor.

Essas características ajudam a definir se a embalagem pode seguir para reutilização, reciclagem, tratamento ou outra destinação adequada, sempre considerando os riscos envolvidos e a classificação do resíduo.

A partir dessa avaliação, também é possível aplicar a lógica prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, PNRS, que estabelece uma ordem de prioridade para não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, seguida da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Afinal, uma embalagem vazia está necessariamente livre dos riscos relacionados ao produto que armazenava? Nem sempre.

Com critérios bem definidos desde a separação até a destinação, a gestão das embalagens industriais ajuda a reduzir riscos ambientais, operacionais e legais, melhora a rastreabilidade e amplia as possibilidades de recuperação dos materiais.

A seguir, veja como estruturar esse processo.

Quais tipos de embalagens industriais geram resíduos nas empresas? 

O termo embalagens industriais se refere a recipientes e estruturas utilizados para armazenar, proteger ou transportar materiais em diferentes etapas da produção e da logística.

Esses recipientes são comuns em indústrias químicas, alimentícias, metalúrgicas, agrícolas, automotivas e em outros setores que movimentam matérias-primas, insumos e produtos em diferentes volumes.

Por isso, apresentam diferentes formatos e podem ser categorizados em:

  • embalagens primárias: ficam em contato direto com o produto, como bombonas, tambores, baldes, galões, IBCs, big bags e sacarias técnicas,
  • secundárias: servem para agrupar ou proteger as embalagens primárias, como caixas e outros materiais de proteção,
  • terciárias: ajudam no armazenamento e no transporte de cargas, como filmes stretch, cintas e outras embalagens utilizadas para manter os volumes organizados.

Embora essa classificação ajude a entender a função de cada tipo de embalagem industrial, ela não é suficiente para definir o que fazer com esses resíduos após o uso.

Para garantir uma destinação adequada e segura, é preciso observar de qual material as embalagens industriais são feitas, quais substâncias armazenavam e se há resíduos ou sinais de contaminação.

Essas informações ajudam a avaliar se o recipiente pode ser reutilizado, higienizado, reciclado, tratado ou encaminhado para outra destinação adequada. Também permitem identificar quando são necessários cuidados específicos para armazenamento, transporte e destinação.

Outro ponto importante é verificar a possibilidade de devolução ao fabricante ou fornecedor, já que alguns resíduos podem fazer parte de sistemas de retorno e logística reversa.

Nesse contexto, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a logística reversa como instrumento para viabilizar a coleta e a restituição de determinados resíduos ao setor empresarial.

Desde 2025, o Decreto do Plástico (Decreto nº 12.688/2025) também estabelece regras para a logística reversa de embalagens plásticas primárias, secundárias e terciárias. Algumas categorias, como embalagens de agrotóxicos e de óleos lubrificantes, seguem sistemas próprios.

Por isso, antes de definir o destino de bombonas, tambores, big bags ou outras embalagens industriais, é importante conhecer sua função, material de fabricação, uso anterior e condições após o uso.

Embalagem vazia nem sempre é embalagem segura 

Esvaziar um recipiente não significa eliminar automaticamente seus riscos. Isso vale especialmente para bombonas, tambores e big bags que, mesmo vazios, podem manter resíduos, vapores, poeiras, odores ou pequenas quantidades do produto armazenado.

Por isso, o descarte dessas embalagens industriais exige atenção, principalmente quando elas acondicionaram solventes, óleos, tintas, defensivos, reagentes ou substâncias inflamáveis, corrosivas ou tóxicas.

Nesses casos, saber qual produto esteve no recipiente e se ainda existem resíduos é essencial para avaliar os riscos. Uma aparência limpa, por si só, não comprova que a embalagem está livre de contaminação.

É justamente essa avaliação que ajuda a identificar se o resíduo apresenta características de periculosidade.

A ABNT NBR 10004 estabelece critérios para a classificação de resíduos quanto à periculosidade. A partir dessa avaliação, podem ser definidos os cuidados compatíveis com armazenamento, transporte, tratamento e destinação.

Em resumo, antes de reutilizar, higienizar ou destinar o recipiente, é necessário considerar o conteúdo anterior, os possíveis resíduos remanescentes e os riscos associados.

Separação e armazenamento evitam contaminação e riscos operacionais 

A gestão dos resíduos de embalagens industriais começa dentro da própria empresa, com a separação de acordo com o tipo, material, condição e produto que cada recipiente armazenava.

Esse cuidado faz diferença porque bombonas limpas, tambores metálicos, big bags com pó residual e recipientes contaminados com óleo ou produtos químicos podem exigir direcionamentos distintos. Por isso, não devem permanecer juntos sem critérios definidos.

Depois da separação, o armazenamento temporário deve manter os recipientes identificados e organizados em local compatível com suas características e riscos, considerando medidas como ventilação, sinalização e proteção contra intempéries quando necessárias.

Também é preciso prevenir vazamentos e contato com o solo, manter materiais incompatíveis devidamente segregados e evitar reutilizações improvisadas. Afinal, dar uma nova função a um recipiente sem conhecer seu histórico pode criar um risco desnecessário.

Sem os cuidados adequados, esses resíduos podem se transformar em fonte de riscos ambientais, ocupacionais e logísticos, além de dificultar a rastreabilidade e a destinação correta.

Como estruturar a gestão de embalagens industriais na empresa? 

O gerenciamento de resíduos de embalagens industriais começa pelo diagnóstico do que é gerado em cada setor. Nessa etapa, é importante considerar os materiais, o conteúdo anterior, os volumes e as possibilidades de retorno ao fornecedor.

Com esse diagnóstico, fica mais fácil definir procedimentos compatíveis com cada fluxo, organizar as responsabilidades internas e evitar que embalagens com características diferentes recebam o mesmo tratamento.

Entre os principais cuidados estão:

  • separar recipientes limpos e contaminados,
  • identificar o conteúdo anterior,
  • definir áreas adequadas de armazenamento,
  • orientar equipes de produção, almoxarifado e manutenção,
  • registrar os volumes gerados,
  • verificar as exigências legais aplicáveis,
  • contratar parceiros habilitados,
  • manter os comprovantes de destinação.

Esse controle também melhora a rastreabilidade desde a geração até o destino e ajuda a evitar que resíduos com características distintas sejam tratados da mesma maneira.

Bombonas, tambores, big bags e outras embalagens industriais não devem ser tratados como recipientes comuns depois do uso. O material de fabricação, o conteúdo anterior, as condições da embalagem e a possibilidade de contaminação precisam ser avaliados antes de definir sua destinação.

A partir dessa análise, podem ser consideradas alternativas como retorno ao fornecedor, reutilização controlada, higienização, reciclagem, tratamento ou outras rotas compatíveis com as características e a classificação do resíduo.

Qual dessas alternativas é a mais adequada? A resposta depende justamente do histórico e das condições de cada embalagem. Por isso, definir uma única solução para todos os recipientes pode trazer riscos e dificultar a gestão.

Independentemente do destino escolhido, separação, rastreabilidade e conformidade precisam acompanhar todo o processo. Esses cuidados permitem manter diferentes resíduos sob controle, acompanhar sua movimentação e atender às exigências aplicáveis em cada etapa.

Quando esses critérios fazem parte da rotina, a empresa reduz riscos ambientais e operacionais, diminui a possibilidade de passivos e cria melhores condições para recuperar materiais que ainda podem ser aproveitados.

Sua empresa gera resíduos de embalagens industriais e precisa organizar esse fluxo com mais segurança? Entre em contato com o Grupo Alto Tietê e encontre soluções para tornar a coleta, o transporte e a destinação dos seus resíduos mais seguros, rastreáveis e eficientes.

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